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Gyomay
Kubose
Existe um lado interno e um lado externo em todas as coisas materiais. Algumas são belas só por fora, enquanto que, em outras, a beleza está escondida no interior. E, é claro, existem coisas que são integralmente belas ou integralmente feias. Também na vida do dia-a-dia existe um lado externo e um lado interno. Gostamos de ser elogiados; assim, para recebermos elogios, freqüentemente exibimos uma falsa fachada. Agimos com motivos egoístas. A falsa fachada é uma vida de fingimento na qual, por exemplo, não encontramos a verdadeira gentileza, mas sim uma gentileza que espera retribuições; na qual muitas roupas são usadas por competição ou inveja, e na qual as pessoas só são amáveis e não por sentirem o impulso interior para a amabilidade. Nessa vida de fingimento, a felicidade não pode ser duradoura; sempre haverá queixas e arrependimentos. Parece que as pessoas devotam uma parte tão grande de seu tempo a embelezar sua aparência física ou buscar louvores por seus atos que esquecem ou ignoram o embelezamento de sua mente. O verdadeiro eu deve sempre transparecer naquilo que fazemos. Em nosso trabalho, devemos aplicar nosso máximo e correto esforço; e então, mesmo que ouçamos críticas, saberemos que fizemos o melhor possível. E também, mesmo se o resultado for o desapontamento, nós o receberemos e não culparemos ninguém mais. Como é fácil para nós lutar apenas pela felicidade material e esquecer que vivemos através da nossa mente; que aquilo que somos é a expressão da nossa mente. Embelezemos nossa mente para desfrutar a verdadeira felicidade. Nossa mente precisa ser bela para viver em um mundo belo. Aquilo que somos é o mundo. Não busquemos a beleza objetiva, pois a beleza está no interior da nossa própria mente.
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